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Como preparar o corpo para uma cirurgia? 

Hoje, a maioria das cirurgias é segura e com baixas taxas de complicações (1). Ainda assim, o corpo precisa estar bem preparado, e a alimentação é parte fundamental desse processo. 
Estudos mostram que estar bem nutrido antes da cirurgia reduz o risco de infecções, melhora a cicatrização e encurta o tempo de internação. Já a desnutrição aumenta complicações, infecções e até a mortalidade (2). 
Vai passar por uma cirurgia ou conhece alguém que vai? Veja alguns dos principais cuidados relacionados à alimentação! 

Proteínas: o alicerce para reparar tecidos 

Alimentos ricos em proteínas são fundamentais para ajudar o corpo a se recuperar bem de uma cirurgia. Esse nutriente participa da formação do colágeno (que ajuda na cicatrização) e da renovação das células. Se a alimentação estiver pobre em proteínas antes da cirurgia, o risco de complicações aumenta, assim como o tempo de internação (3). 
Geralmente, indica-se uma ingestão proteica média de 80 a 140 gramas por dia, com de fontes alimentares de alta qualidade e distribuídas de forma equilibrada entre as refeições (4). Mas, calma, antes de sair por aí tentando calcular quanto de carne você deverá comer, veja abaixo alguns pontos importantes. 

Outros nutrientes também importam 

Alguns nutrientes específicos, como a arginina e o ômega-3, podem ajudar o sistema imunológico e ajudam a controlar a inflamação (1-12).  
Fale com seu nutricionista ou médico para avaliar se uma suplementação é necessária neste momento. 
Você também pode reforçar o consumo desses nutrientes pela alimentação! 

  • Arginina: presente em alimentos como nozes, amêndoas, castanha de caju, sementes (como girassol e abóbora), lentilha, grão-de-bico e soja.
  • Ômega-3: encontrado em peixes gordurosos como salmão, sardinha e atum, além de linhaça, chia e óleo de canola. 

Jejum antes da cirurgia: o que você precisa saber? 

Antes da cirurgia, é importante seguir o jejum recomendado pela equipe médica. Mas jejum não significa ficar muitas horas totalmente sem comer ou beber (5, 13-14). 
Hoje em dia, muitos hospitais usam protocolos de recuperação acelerada, que mostram que um jejum prolongado pode prejudicar o corpo, aumentar o estresse e até atrapalhar a cicatrização (5, 13-4). 
A boa notícia? Ficar totalmente em jejum por 12 horas ou mais já não é mais a regra. A recomendação atual, inclusive apoiada por especialistas de sociedades europeias, é (5, 11-14): 

  • Parar de comer alimentos sólidos 6 horas antes da cirurgia
  • Beber líquidos claros (como água, chá, café sem leite ou bebidas com carboidratos) até 2 horas antes da anestesia

Essa prática ajuda a (5, 11-14):

  • Reduzir a sede e sintomas como dor de cabeça
  • Evitar queda de açúcar no sangue (hipoglicemia)
  • Reduzir o estresse do corpo
  • Preservar a massa muscular
  • Melhorar a recuperação no pós-operatório 

Em alguns hospitais, recomenda-se consumir 800 mL de bebida com carboidratos na noite anterior à cirurgia e 200 mL (carboidratos e proteínas) até 3 horas antes do procedimento. Sempre indicados pela equipe médica responsável (1, 5, 10, 13, 14). 
Atenção:  para pessoas com refluxo grave, esvaziamento gástrico lento ou em cirurgias de emergência, o jejum prolongado pode ainda ser necessário. Siga sempre as orientações da equipe médica (1, 5, 13, 14). 

Em alguns casos, pode ser necessário receber um suporte extra de nutrição antes ou depois da cirurgia. Isso é chamado de terapia nutricional perioperatória, e tem como objetivo contribuir para o fortalecimento do corpo de modo a auxiliar a recuperação.  

Ela pode ser indicada se: 

  • Houver desnutrição ou risco nutricional
  • Houver previsão de ficar mais de 5 dias sem conseguir se alimentar normalmente
  • A ingestão de comida ficar abaixo de 50% do necessário por mais de 7 dias 

Esse suporte pode ser feito com fórmulas especializadas via oral, sonda alimentar ou, em casos específicos, pela veia (nutrição parenteral). A escolha vai depender do seu quadro clínico e da avaliação da equipe de saúde (5). 
Converse com a equipe médica e de nutrição sobre a melhor forma de se cuidar nesse momento. Seu corpo agradece! 
Nota Final: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta e recomendação de profissionais de saúde qualificados. Cada pessoa é única, e o melhor caminho para cuidar da sua saúde será definido em conjunto com sua equipe médica e nutricional. Explore nosso site para mais informações e lembre-se: estamos aqui para apoiar você nessa jornada! 

Referências


  1.  SBP. Manual de alimentação. Departamento Científico de Nutrologia, 4ª ed. São Paulo: SBP; 2018.
  2. ILSI. Micronutrientes nos primeiros 6 anos de vida. São Paulo: ILSI Brasil – International Life Sciences Institute do Brasil, 2019.
  3. Gould et al. N Engl J Med. 2022 Oct 27;387(17):1579-1588.